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É estranho sentir novamente!
É bonito ser o sentido do sentido...
Se é que faz sentido...
Essa minha vontade incontrolável
De tudo de seu mundo!
E as borboletas que voltaram,
Bem antes da primavera.
Em meu corpo repousavam,
Aguçando minha espera.
O alvorecer pintou-se,
Não mais roxo azulado.
Um novo tom fundiu-se,
Entre vermelho e dourado.
Meus sonhos de candelabros,
E os fantasmas de meus anos,
Dissipados pelo doce perfume,
De um vento morno descomedido.
O furor dessa tempestade estática,
Elétrica e sem resquícios de pudor,
Trouxe-me a tenra vontade lúdica,
Despir-me-ei em salutar torpor.
E de tudo seu mundo irei orbitar...
"..."
L’(Max) 27.09.08
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