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Author:Rê Piacente
É politicamente incorreto fumar.
Mas olho para meu cinzeiro e vejo que está abarrotado de bitucas.
É politicamente incorreto beber.
Mas já tenho um par de garrafas de vinho vazias, à minha frente.
É politicamente incorreto desejar o alguém de alguém.
Mas esse aperto no meu peito me diz que estou fazendo exatamente isso: desejando o alguém de alguém.
A...
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Author:Rê Piacente
E quando começaram as primeiras decorações de Natal nas ruas e lojas e empresas e todo lugar para onde se olhe, chegou também um desejo insano de encontrar você. Eu não sei onde você está, com quem está nem como está. Mas te sinto aqui, comigo, quando fecho os olhos ou ouço uma música da minha seleção brega de músicas bregas. A maldita pergunta começou a me...
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Author:Hilda Hilst
I
É bom que seja assim, Dionisio, que não venhas. Voz e vento apenas Das coisas do lá fora
E sozinha supor Que se estivesses dentro
Essa voz importante e esse vento Das ramagens de fora
Eu jamais ouviria. Atento Meu ouvido escutaria O sumo do teu canto. Que não venhas, Dionísio. Porque é melhor sonhar tua rudeza E sorver reconquista a cada...
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Author:JP Innecco
Não. Essa palavra talvez nem me resuma, assim como nenhuma outra que escrevi até hoje. Mas sim, o não, agora, me coloca na melhor das posições, explica a todos o que sou, ou melhor, o que não sou. Não, eu não sou fanático por estudos, eu não sou um desconhecido para mim mesmo, eu não morro de amores por ninguém, eu não sou de pedra, eu não choro à-toa, eu não...
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Author:L'(Max)
A brisa morna que acaricia em suave seus cabelos, Mistura-se ao suave perfume das mais elegantes flores. A brisa fria entrelaçada aos sussurros de folhas caindo, O Morno da tarde e o esfriar da noite amáveis dançando.
E lá vem o Outono austral, perfumado de folhas decíduas. Colorido do cobre natural, e da prata nas nuvens suas.
A bruma leve de uma antiga...
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Author:JP Innecco
Epifania. Era o que resumia cada segundo eterno daquele dia. Eu nunca havia acordado tão pra dentro, tão escondido nessa caverna monstruosa que sou. De repente, em meio a tanto claro, acordei com o porquê na ponta da língua, com o impulso nervoso me fazendo pular pra fora de mim, vestindo uma interrogação enorme demais pra caber no mundo. O meu problema é que quero o...
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Author:GOETHE - Johann Wolfgang von Goethe
O mais singular livro dos livros É o Livro do Amor; Li-o com toda a atenção: Poucas folhas de alegrias, De dores cadernos inteiros. Apartamento faz uma seção. Reencontro! um breve capítulo, Fragmentário. Volumes de mágoas Alongados de comentários, Infinitos, sem medida. Ó Nisami! — mas no fim Achaste o justo caminho; O insolúvel, quem o resolve? Os amantes...
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Author:GOETHE - Johann Wolfgang von Goethe
Quem cavalga tão tarde através da Noite e do Vento? É o pai com seu filho; Ele tem o menino bem no braço, Ele o segura firme, ele o mantém quente. – "Meu filho, por que escondes o rosto tão assustado?" Veja, Pai, você não vê o Rei dos Elfos? O Rei dos Elfos com a coroa e a cauda? Meu filho isso é só um filete de névoa".- "Olha, criança amável, venha,...
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Author:Clarice Lispector
Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o...
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Author:JP Innecco
[...]
O conflito mora em mim. Bombas explodem a cada passo incerto, A cada suspiro direcionado, A cada pensamento...
E o questionamento vai até os olhos, Tenta sair em forma de choro, Tenta ir aos teus ouvidos, Mas nada, nada mesmo, pode parar de fazê-lo virar angústia!
E, após tentar e tentar me explicar pra mim mesmo, De tentar entender as dobras do meu...
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Author:Fernando Pessoa
O TEU SILÊNCIO é uma nau com tôdas as velas pandas...
Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso...
E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas
Com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraiso...
Meu coração é uma ânfora que cai e que se parte...
O teu silêncio...
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Author:Mario Quintana
Das utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A presença distante das estrelas! (Espelho Mágico)
Hai-Kais
Entre o olhar respeitoso da tia E o olhar confiante do cão O menino inventava a poesia...
Em meio da ossaria Uma caveira...
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Author:GOETHE - Johann Wolfgang von Goethe
Encobre o teu céu, Zeus, Com vapores de nuvens, E, qual menino que decepa A flor dos cardos, Exercita-se em carvalhos e cristas de montes; Mas a minha Terra Hás-de me deixar, E a minha cabana, que não construíste E o meu lar, cujo braseiro Me invejas. Nada mais pobre conheço Sob o sol do que vòs, o Deuses! pobremente nutris De tributos de sacrifícios E hálitos de...
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Author:Ombak
Uma música tocou no rádio do hotel naquele feriado... Uma música que me fez voltar no tempo, para ser preciso Julho de 1996.Estávamos eu e meu irmão companheiro de surfe, chegando a J-Bay na África do Sul depois de uma longa viagem partindo da Cidade do Cabo. Naquele momento começava a se concretizar um grande sonho de uma vida, uma longa espera de vários anos,...
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Author:Fernando Pessoa
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama coração.
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Name
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Ombak |
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L'(Max) |
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Luciano Petricelli |
1 |
Luciano Petricelli |
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Toalá Carolina |
1 |
Toalá Carolina |
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Luciano Petricelli |
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Fábrica de Idéias L'(Max) |
1 |
Fábrica de Idéias L'(Max) |
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Luciano Petricelli |
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Toalá Carolina |
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Luciano Petricelli |
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Luciano Petricelli |
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Fábrica de Idéias L'(Max) |
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Luciano Petricelli |
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